Dores osteomusculares em crianças de 5 a 11 anos são comumente associadas ao crescimento e são conhecidas como “dores do crescimento”. Essas dores são frequentemente sentidas nas pernas, principalmente nos músculos das panturrilhas, coxas e atrás dos joelhos. Embora sejam chamadas de “dores do crescimento”, elas não estão diretamente relacionadas ao processo de crescimento em si, mas podem estar ligadas ao aumento da atividade física e ao desenvolvimento muscular e ósseo.
O papel da fisioterapia no tratamento dessas dores é fundamental para ajudar as crianças a gerenciar a dor, melhorar a mobilidade e promover o retorno às atividades normais. Veja algumas abordagens que a fisioterapia pode adotar:
- Avaliação: O fisioterapeuta realizará uma avaliação detalhada para entender a gravidade da dor, identificar áreas de tensão muscular ou desequilíbrios e avaliar a marcha e a postura da criança.
- Educação: É importante educar a criança e os pais sobre as dores do crescimento, explicando que são temporárias e fazem parte do desenvolvimento normal. Isso pode ajudar a reduzir a ansiedade e o medo relacionados à dor.
- Exercícios de alongamento e fortalecimento: O fisioterapeuta pode prescrever exercícios específicos de alongamento e fortalecimento para os músculos envolvidos, o que pode aliviar a tensão e melhorar a flexibilidade e a força muscular.
- Técnicas de liberação miofascial: Massagem terapêutica e técnicas de liberação miofascial podem ser utilizadas para relaxar os músculos tensos e reduzir a dor.
- Modificações das atividades: O fisioterapeuta pode orientar sobre modificações nas atividades diárias e esportivas para evitar sobrecarga e minimizar o impacto nas articulações e músculos afetados.
- Terapia manual: Técnicas de terapia manual, como mobilizações articulares e manipulações, podem ser utilizadas para melhorar a mobilidade articular e aliviar a dor.
- Modalidades fisioterapêuticas: Uso de modalidades como crioterapia (aplicação de gelo), termoterapia (aplicação de calor), ultrassom e eletroterapia podem ser úteis para aliviar a dor e promover a recuperação.
É importante ressaltar que o tratamento deve ser individualizado, levando em consideração as necessidades específicas de cada criança. Além disso, é fundamental que os pais e cuidadores participem ativamente do processo de tratamento, apoiando a criança e seguindo as orientações do fisioterapeuta em casa.
Em casos mais graves ou persistentes, pode ser necessário consultar outros profissionais de saúde, como ortopedistas, para uma avaliação mais detalhada e investigação de possíveis condições médicas subjacentes.
